Metais – Vazão x Volume
Cuidado ao avaliar a presença de metais nos ambientes de trabalho; você poderá obter resultados inconsistentes.
A presença de metais nos processos de fabricação tem maior ocorrência na indústria metal mecânica, nos setores de forjaria, fundição, soldagem, pintura, esmerilhamento e/ou polimento de peças, entre outros.
Em grande parte dos casos, estes processos envolvem diversos metais, e a avaliação dos mesmos deve ser estudada com mais detalhamento:
Um destes detalhes é a vazão de ar do equipamento de amostragem, que para a maioria dos metais é de 1 a 4 L/m. O outro detalhe é a correta análise do volume mínimo e máximo de ar a ser amostrado, e neste aspecto, ocorrem diversos erros de interpretação e consequentemente, resultados inconsistentes.
A prática geral (por questão de economia) é monitorar, em um determinado ponto do processo, vários metais em um só amostrador (K7-EC), estando ou não identificados. Porém, os metais possuem volumes de ar diferenciados, e alguns deles não permitem tal procedimento.
O Alumínio (Al) por exemplo, tem um volume mínimo de 5L e máximo de 100L, enquanto que o Berílio (Be) tem um volume mínimo de 1250L e máximo de 2000L. Se forem coletados 100L de ar num mesmo K7 para avaliar estes metais, o resultado será um NC (nada consta) enganoso para o Be, já que o volume mínimo de ar a ser amostrado deste metal é de 1250L. Se forem coletados 1250L, provavelmente ocorrerá a saturação do K7 para o Al, visto que seu volume máximo é de apenas 100L.
Em caso de coletar Al e Lítio (Li), que possuem volumes mínimos e máximos de 5L a 100L e de 100L a 2000L respectivamente, e portanto compatíveis em 100L, temos que considerar as questões de jornada de trabalho. Possivelmente será mais interessante amostrar em separado.
Consulte a NR’s Gestão para mais informações:
excelente artigo!